TAF da PM SP 2026: o que mudou, o que cai e como passar
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Sobrevivência no TAF10 de março de 20268 min de leitura

TAF da PM SP 2026: o que mudou, o que cai e como passar

O TAF da PM SP mudou. Acabou o sistema de pontuação. Agora é mínimo por exercício — e quem não atinge é eliminado. Veja as novas regras e como se preparar.

TAF da PM SP 2026: o que mudou, o que cai e como passar

Deixa eu ser direto com você antes de qualquer coisa.

O TAF da Polícia Militar de São Paulo mudou. Se você está estudando com base no que viu em editais anteriores, em vídeos antigos ou no que um amigo te contou sobre a prova dele, tem uma chance real de chegar despreparado para uma fase que não perdoa.

Este artigo existe para te colocar no ponto certo. Com as regras novas, o que treinar e o que esperar no dia.


O que era o TAF antigo — e por que ele mudou

Até o último ciclo (edital 2025, provas aplicadas em novembro de 2025), o TAF funcionava por sistema de pontuação acumulada. Você realizava quatro exercícios, cada um gerava pontos, e precisava atingir no mínimo uma pontuação em cada exercício individualmente e 201 pontos no somatório geral.

Isso criava uma lógica de compensação: uma nota fraca na barra podia ser parcialmente coberta por um desempenho forte no abdominal.

Esse sistema acabou.


O novo TAF — regras válidas para o edital 2026

A maior mudança é o fim do sistema de pontuação. Antes, o candidato acumulava pontos conforme o desempenho em cada exercício. Agora, há uma tabela com requisitos mínimos. Não existe mais somatória de pontos.

A lógica agora é simples e sem margem para negociação: cumpriu o mínimo em cada exercício, passou. Não cumpriu em qualquer um deles, foi eliminado.

Não há compensação entre exercícios. Não há segunda tentativa no mesmo processo. Um único exercício abaixo do mínimo encerra sua participação no concurso.


Os quatro exercícios e os índices mínimos

O TAF da PM SP continua com quatro provas físicas, tanto para homens quanto para mulheres:

Barra Fixa

  • Masculino: 3 repetições completas

  • Feminino: isometria de 7 segundos


Abdominal Remador
  • Masculino: 36 repetições

  • Feminino: 32 repetições


Corrida de 50 metros
  • Masculino: até 8s25

  • Feminino: até 9s50


Corrida de 2.400 metros
  • Masculino: até 13 minutos

  • Feminino: até 15 minutos


⚠️ Atenção: A flexão de braço não faz parte do TAF há anos. Quem treina flexão de braço achando que está preparando o exercício da barra está treinando o exercício errado. São movimentos diferentes, com exigências musculares diferentes.

Os índices acima são baseados nas referências divulgadas pela corporação para os próximos editais. Os valores oficiais e definitivos serão publicados no edital de 2026. Acompanhe sempre a publicação oficial.


O que a mudança significa na prática para você

Se no modelo antigo um candidato fraco na barra conseguia compensar com um abdominal forte, isso não existe mais.

Cada exercício é uma eliminatória independente. Isso torna a preparação mais exigente em um sentido específico: você não pode ter ponto fraco. Não pode chegar bem em três e mal em um. Tem que chegar no mínimo em todos os quatro.

Agora que as regras estão mais claras e objetivas, a preparação precisa ser ainda mais focada nos mínimos exigidos. Não adianta correr 2.200m ou fazer 2 barras — você será reprovado se não atingir exatamente o que está exigido.


O exercício que mais elimina candidatos: a barra

Vou ser honesto com você sobre a barra.

Para boa parte dos candidatos masculinos que não têm rotina de treino — especialmente quem está com sobrepeso ou sem histórico de ginástica — as 3 repetições de barra são o maior obstáculo do TAF.

Não porque o número seja alto. 3 barras parece pouco. Mas a barra exige força relativa ao peso corporal. Um candidato de 90kg que nunca treinou tem muito mais dificuldade do que um de 70kg com histórico de academia, mesmo que o número exigido seja o mesmo para os dois.

O que você precisa entender: a barra não se treina fazendo flexão. A barra se treina na barra. Com progressão específica, que começa antes mesmo de conseguir uma repetição completa.

Se você ainda não consegue fazer uma barra sequer, o caminho é:

1. Barra assistida — com elástico de resistência ou com os pés apoiados levemente numa caixa, reduzindo o peso que você puxa
2. Barra negativa — sobe com ajuda ou banco e desce controlado, o mais lento possível. Trabalha a musculatura no trajeto excêntrico
3. Remada invertida — barra baixa, corpo inclinado. Exercício de transição excelente para quem está começando do zero
4. Barra completa — quando conseguir 1, treina para 3 com margem de segurança

Essa progressão leva de 8 a 16 semanas dependendo do ponto de partida. Não tem atalho.


A corrida de 2.400 metros — o que mudou aqui também

No TAF antigo, a corrida era de 12 minutos (Teste de Cooper) — você corria pelo tempo e media a distância percorrida.

No novo formato, a corrida é de 2.400 metros com tempo máximo: 13 minutos para homens e 15 minutos para mulheres.

A diferença parece pequena mas muda o treino. No Cooper você corre pelo tempo e vai regulando o ritmo. No novo formato você tem uma distância fixa e um teto de tempo — o que exige controle de pace (ritmo por quilômetro) desde o início da corrida.

Para 2.400m em 13 minutos, o ritmo necessário é de aproximadamente 5min25s por quilômetro. Para mulheres, 15 minutos para 2.400m equivale a cerca de 6min15s por quilômetro.

Treine com esse ritmo específico. Não adianta treinar corridas longas em ritmo lento se o ritmo exigido pelo TAF é mais rápido do que você está acostumado.


O abdominal remador — o exercício que mais confunde

O abdominal do TAF da PM SP não é o abdominal tradicional de academia (crunch). É o abdominal remador, com execução específica que precisa ser aprendida e praticada no formato correto.

No modelo remador, o candidato parte em decúbito dorsal (deitado de costas), sobe o tronco tocando os joelhos com os cotovelos e retorna completamente. Cada repetição precisa ser executada dentro dos parâmetros do avaliador — uma repetição mal executada não é contada.

Treinar abdominal em academia sem conhecer a execução exata do TAF é treinar para reprovar. Pratique o movimento correto desde o primeiro dia.


Como montar sua preparação — por onde começar

A primeira coisa a fazer é uma autoavaliação honesta nos quatro exercícios.

Faça hoje, agora se puder:

  • Quantas barras você consegue fazer?
  • Quantos abdominais remadores em 1 minuto?
  • Você corre 2.400m em menos de 13 minutos?
  • Você corre 50 metros em menos de 8,25 segundos?
Com essa linha de base, você sabe onde está e consegue estimar o quanto de tempo precisa.

Se você está muito abaixo dos mínimos em algum exercício, 8 semanas não vão ser suficientes. 12 a 16 semanas são mais realistas.

O edital 2026 deve sair no primeiro semestre. Se você começar agora, em março, chega confortável ao TAF com margem de segurança.


A dor que ninguém fala em voz alta

Tem uma coisa que candidatos de 25 a 29 anos sentem e raramente dizem.

É a vergonha.

Vergonha de aparecer no TAF e não conseguir fazer a barra. Vergonha de parar na corrida antes dos outros. Vergonha de ter estudado meses, passado na prova escrita, e ser eliminado num exercício físico na frente de todo mundo.

Eu entendo isso. E te digo: essa vergonha não é fraqueza. É um sinal de que você se importa.

Mas ela só tem uma cura: você treinar até chegar lá com segurança. Não para parecer atleta. Para saber, no dia, que fez o trabalho.

Quem entra no TAF tendo treinado os quatro exercícios nos índices corretos não sente medo. Sente concentração. E concentração vence.


Atenção para canelites e lesões de início

Se você vai começar a correr agora após um longo período sem treino, é provável que sinta dor na canela nas primeiras semanas. Isso é comum e tem nome: periostite tibial, popularmente chamada de canelite.

O que fazer: reduza o volume de corrida, corra em superfícies mais macias (grama ou pista de atletismo), fortaleça a musculatura do tibial anterior e da panturrilha. Não pare completamente — ajuste e continue.

Se a dor for intensa ou persistir após ajuste, busque avaliação médica. Continuar treinando com lesão instalada pode afastar você da preparação por semanas — justamente o período que você não pode perder.


Um lembrete final

Os índices do TAF não foram feitos para atletas. Foram feitos para pessoas saudáveis, com preparo razoável, que levaram a preparação a sério.

3 barras. 36 abdominais. 50 metros em 8s25. 2.400 metros em 13 minutos.

Não é pouco para quem não treina. É perfeitamente alcançável para quem começa agora e não para.

A diferença entre quem passa e quem não passa no TAF raramente é genética. Quase sempre é disciplina.


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