Concursos ESA e EsPCEx 2026: O Que Esperar, as Matérias que Mais Caem e Como Começar Agora
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Inteligência de Edital25 de março de 202610 min de leitura

Concursos ESA e EsPCEx 2026: O Que Esperar, as Matérias que Mais Caem e Como Começar Agora

Os editais da ESA e EsPCEx 2026 chegam entre março e abril. Quem começa agora sai com meses de vantagem. Veja as matérias mais cobradas, o que mudou e como preparar cada fase.

Os editais da ESA e da EsPCEx 2026 estão iminentes.

Historicamente, os dois concursos são publicados entre março e abril — e o ciclo de 2026 segue o mesmo padrão. Quem está esperando o edital para começar a estudar já perdeu semanas de vantagem sobre quem entendeu que a preparação começa antes da publicação.

Este artigo é para o candidato que quer chegar no edital pronto — não começar do zero quando ele sair.




ESA 2026: O que esperar do próximo edital



O concurso em números



A Escola de Sargentos das Armas realiza seleção anual para ingresso nos Cursos de Formação e Graduação de Sargentos nas áreas Geral, Música e Saúde. O ciclo 2026 ofereceu 1.125 vagas — número que se mantém estável desde 2017, com pequenas variações.

Para o ciclo 2027 (com edital previsto para março/abril de 2026), a expectativa é de volume semelhante, com a maior concentração de vagas na área Geral/Combatente.

Requisitos básicos



Para concorrer à ESA, o candidato precisa ter concluído o Ensino Médio (ou estar cursando o 3º ano no ano da inscrição), ser brasileiro nato ou naturalizado, e ter entre 17 e 24 anos para a área Geral — com limite de 26 anos para as áreas de Música e Saúde. A verificação da idade ocorre na data de inscrição.

As etapas do processo seletivo



O concurso ESA é composto por três fases eliminatórias e sequenciais:

1ª fase — Exame Intelectual: Prova objetiva e redação. É a etapa em que a maioria dos candidatos concentra a preparação — e ainda assim, muitos são eliminados por desconhecer o perfil real das questões.

2ª fase — Inspeção de Saúde: Avaliação médica completa. Exige documentação específica e pode eliminar candidatos com condições que passaram despercebidas.

3ª fase — Teste de Aptidão Física (TAF): Flexões de braço, abdominais, corrida de 50 metros e corrida de 12 minutos. Todos os exercícios têm índices mínimos obrigatórios — não há compensação entre eles.




As matérias cobradas na ESA — o que os últimos editais ensinam



A prova intelectual da ESA para a Área Geral é composta por 60 questões objetivas divididas entre seis disciplinas, mais redação. O peso de cada matéria é fixo e se repete com consistência nos editais.

Português — 14 questões (maior peso)


Disciplina com mais questões na prova. Os temas mais recorrentes nos últimos editais foram interpretação de texto, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, crase, pontuação e morfologia. A redação é avaliada separadamente com foco em estrutura, coesão e domínio da norma culta.

O que o candidato subestima: Inglês na ESA tem caráter eliminatório. O edital exige acerto mínimo de 25% das questões dessa disciplina. Candidatos que ignoram o inglês por considerá-lo secundário são eliminados independentemente do desempenho nas demais matérias.

Matemática — 14 questões (maior peso)


Junto com Português, é o coração da prova. Os temas mais cobrados historicamente: razão e proporção, porcentagem, equações de 1º e 2º grau, progressões aritméticas e geométricas, geometria plana e espacial, trigonometria básica e probabilidade.

O nível das questões de Matemática na ESA é superior ao de concursos de nível médio genéricos. Candidatos que chegam sem base sólida em álgebra e geometria tendem a perder pontos decisivos aqui.

Inglês — 10 questões (eliminatório)


Interpretação de texto em inglês, vocabulário contextual, tempos verbais e estrutura frasal. O candidato não precisa ser fluente — mas precisa dominar o suficiente para alcançar o mínimo exigido.

História do Brasil — 6 questões


Período colonial, Imperial e República com ênfase no Brasil contemporâneo. Os últimos editais mostraram incidência maior em questões sobre a Era Vargas, o período militar e a redemocratização.

Geografia do Brasil — 6 questões


Geopolítica brasileira, divisão regional, biomas, hidrografia e questões socioeconômicas. Atenção especial para temas relacionados ao desenvolvimento regional e à defesa nacional — coerentes com o perfil da banca.

Conhecimentos Específicos — 10 questões


Esta seção varia conforme a área escolhida. Para a Área Geral, cobre conteúdos transversais de ciências e atualidades. Vale verificar o edital vigente para o detalhamento específico de cada ciclo.




EsPCEx 2026: O que esperar do próximo edital



O concurso em números



A Escola Preparatória de Cadetes do Exército seleciona candidatos para o primeiro ano do processo de formação de Oficiais do Exército Brasileiro — um percurso de cinco anos que passa pela AMAN e culmina na patente de Aspirante a Oficial.

O edital 2026 (para ingresso em 2026) foi publicado em 20 de março de 2025, com 440 vagas — 400 para o sexo masculino e 40 para o feminino. O ciclo 2027, com edital esperado para a segunda quinzena de março de 2026, deve seguir o mesmo padrão histórico.

Requisitos básicos



Para concorrer à EsPCEx, o candidato precisa ter entre 17 e 22 anos completos até 31 de dezembro do ano da matrícula, ter concluído o Ensino Médio, e ser brasileiro nato. O candidato também não pode ser casado, constituir união estável ou ter filhos ou dependentes.

O limite de 22 anos é verificado em 31 de dezembro do ano da matrícula — não na data de publicação do edital.

As etapas do processo seletivo



1ª etapa — Exame Intelectual: Duas provas em dias consecutivos, cada uma com duração de 4h30min. Inclui questões objetivas e redação.

2ª etapa — Inspeção de Saúde: Realizada pelas Juntas de Inspeção de Saúde Especial do Exército.

3ª etapa — Exame de Aptidão Física: Realizado em dois dias consecutivos, com presença obrigatória em ambos.

4ª etapa — Avaliação Psicológica: Analisa aptidão intelectiva e de personalidade compatíveis com a carreira de oficial.

5ª etapa — Comprovação de requisitos biográficos.




As matérias cobradas na EsPCEx — o que os últimos editais ensinam



A prova da EsPCEx é amplamente reconhecida como uma das mais exigentes do país — comparável, em nível de complexidade, a vestibulares de medicina. A prova é organizada pela própria instituição, o que exige atenção ao perfil histórico da banca.

1º dia de provas



Língua Portuguesa — 20 questões
Interpretação textual, gramática normativa, estilística e literatura brasileira. O nível das questões é superior ao da ESA e exige domínio aprofundado da norma culta. Figuras de linguagem, análise sintática e semântica aparecem com regularidade.

Física — 12 questões
A disciplina com maior índice de reprovação na EsPCEx. Os temas mais cobrados: cinemática, dinâmica (leis de Newton), trabalho e energia, termodinâmica, eletrostática, eletrodinâmica e óptica geométrica. Questões frequentemente exigem raciocínio matemático apurado — erros em álgebra e trigonometria eliminam candidatos que conhecem a teoria mas falham no cálculo.

Química — 12 questões
Estequiometria, soluções, equilíbrio químico, termoquímica, eletroquímica e química orgânica. Candidatos que subestimam química perdem pontos que fazem diferença na classificação final.

2º dia de provas



Matemática — 20 questões
A segunda maior concentração de questões. Álgebra, trigonometria, geometria analítica, funções, progressões, probabilidade e estatística. O nível é consistentemente superior ao dos concursos de nível médio convencionais.

Geografia — 12 questões
Geopolítica mundial e brasileira, geopolítica militar, cartografia, climatologia, geomorfologia e questões ambientais. A perspectiva estratégica e de defesa nacional influencia o recorte das questões.

História — 12 questões
História do Brasil e história geral com ênfase no século XX. Guerras mundiais, Guerra Fria, processo de independência brasileiro e história republicana aparecem com frequência.

Inglês — 12 questões
Interpretação de texto, gramática e vocabulário. Nível mais exigente que na ESA — a prova pressupõe base sólida no idioma.

Redação
Texto dissertativo-argumentativo com tema de relevância histórica, geopolítica ou social. A banca valoriza estrutura, coesão, argumentação consistente e domínio do português formal.




A diferença entre os dois concursos — e o que isso significa para a preparação



ESA e EsPCEx compartilham algumas disciplinas mas têm perfis distintos de prova e de carreira.

A ESA é a porta de entrada para a carreira de praças — mais acessível em termos de nível de prova, com resultado mais rápido (formação em aproximadamente dois anos) e remuneração inicial menor. É ideal para o candidato que quer ingressar na carreira militar com agilidade e sem a exigência de formação em nível superior prévia.

A EsPCEx é a porta de entrada para o oficialato — processo de cinco anos, nível de prova equivalente a vestibular de alta complexidade, formação superior integrada e carreira com maior progressão hierárquica e salarial. Exige candidatos com base acadêmica sólida, especialmente em exatas.

Para quem está em dúvida entre os dois: o nível de exigência intelectual é o critério mais objetivo para decidir por onde começar.




O erro que mais elimina candidatos nos dois concursos



Existe um padrão de reprovação que se repete ano após ano nos dois concursos.

O candidato estuda a prova. Passa no Exame Intelectual. Chega no TAF sem ter treinado um dia. O corpo não responde. A eliminação é imediata.

Nos dois concursos, o TAF é eliminatório e sem compensação entre exercícios. Na ESA, flexões, abdominais, corrida de 50 metros e corrida de 12 minutos. Na EsPCEx, o exame físico é realizado em dois dias consecutivos com presença obrigatória.

Candidato que começa o preparo físico depois de passar na prova escrita já está atrasado. O corpo precisa de meses para adaptar — não de semanas.

A preparação inteligente trata a prova escrita e o TAF como trilhas paralelas desde o primeiro dia, não como fases sequenciais.




Como começar agora — antes do edital sair



O edital vai sair. As matérias não vão mudar significativamente. O histórico de ambos os concursos é previsível o suficiente para começar a estudar com precisão mesmo sem o documento oficial.

Para quem mira a ESA: foque em Matemática e Português — as duas disciplinas com maior peso. Não negligencie Inglês, que tem caráter eliminatório. Reserve tempo paralelo para o preparo físico, especialmente corrida de 12 minutos e flexões.

Para quem mira a EsPCEx: comece pelas disciplinas de maior dificuldade histórica — Física e Matemática. A base dessas duas matérias determina mais a classificação do que qualquer outra disciplina. Português e Inglês precisam de atenção constante ao longo de toda a preparação.

Para os dois: o edital é a confirmação de datas e o detalhamento de regras — não o ponto de partida do estudo. Quem espera o edital para começar perde os meses mais valiosos da preparação.




Estudar o edital inteiro não é estratégia — é sobrecarga



Um dos erros mais comuns de candidatos que chegam pela primeira vez nesses concursos é tratar o edital como um roteiro de estudo linear — estudar tudo na mesma profundidade, da primeira à última página.

Isso não funciona.

O edital cobre mais conteúdo do que qualquer candidato consegue dominar com profundidade no tempo disponível. A diferença entre quem passa e quem reprova não é quem estudou mais — é quem priorizou melhor.

Isso significa identificar os tópicos com maior incidência histórica em cada disciplina, concentrar esforço onde o retorno é maior, e não desperdiçar tempo em conteúdos que raramente aparecem nas provas.

Um edital esquematizado — organizado por relevância e incidência, não por ordem de aparição no documento oficial — transforma meses de estudo disperso em preparação direcionada.




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